terça-feira, 2 de setembro de 2014

Magic in the Moonlight

Somente Woody Allen consegue escolher músicas tão adequadas e belas para seu cinema. Se A Oeste do fim do mundo nos envolve com som, ruído e imagem, quase um cinema mudo, onde a palavra foi cassada, o filme de Woody Allen é o exercício da palavra, ao som de uma melodia leve e saltitante. 
Desta vez a heroína não é a mulher mais sexy do mundo. Ainda bem! É  a meiga Emma Stone.
A historinha divertida é como uma disputa entre "amigos-rivais" sobre quem é mais esperto? O mágico ou a medium? O mágico Colin Firth, muito alto, usa roupas em tom bege, é um perfeito inglês charmoso. A petulância do personagem só faz rir.
Ela é a própria menina de vestidinhos ingênuos, muito mais esperta do que parece. Os papéis de cada personagem são estereótipos, muito engraçados e dá para ver que cada um representa seu papel e se diverte muito! O que dizer do jovem apaixonado, que toca um instrumento muito pequeno, tão pequeno quanto ele, embora tivesse quase quase dois metros de altura!
O clímax da diversão, prestem atenção, é a hora em que o mágico pede a garota em casamento.   O máximo da prepotência, insolência e auto-promoção!
Como ninguém é santo nessa história, quando  um pensa que enganou o outro, o outro já está de volta! Empate no final! Não percam!

O último amor de Mr. Morgan

O último amor de Mr. Morgan é um olhar impiedoso sobre a velhice. Os idosos são monitorados por todos. Todas as idades os observam com restrições. Até mais porque, para os mais jovens, eles são tudo aquilo que se recusam a aceitar - pensar no dia em que terão que enfrentar a própria velhice. O mundo de hoje endeusa a juventude.
Michael Caine transforma-se em Mr. Matthew Morgan, para o ator não deve ter sido difícil. Afinal, Mr. Morgan era charmoso, inteligente. Fica depressivo com a morte de Joan, sua esposa (Jane Alexander).  No ônibus, encontra uma adorável professora de dança, Pauline (Clémence Poésy). Na verdade, Michael e Mr. Morgan deviam ter se descuidado. Ambos estão com um barrigão. Ou você acha que Michael Caine engordou para o papel? Duvido.
Enfim, ele sacudia o barrigão, dançando com a adorável professorinha. Porém, para o filho, ver seu pai dançando com uma mulher que tinha idade para ser sua filha era insuportável!
É assim, chamem as psicólogas, elas diriam que ali estavam expostos todos os Complexos: 
O de Édipo, da filha que quer o pai e precisa amadurecer. O pai, que encontra na mulher mais jovem, algum sinal que lhe assegure que ainda está vivo. E o filho, que simbolicamente precisa matar o pai para crescer.
Acreditem, Michael Caine é muito bom. Mr. Morgan diz para Pauline que terminou de decifrá-la. Os dois voltam à antiga propriedade da família, em Saint Malo.  De longe ele a observa, olhando-se no espelho, com o vestido de sua mulher na frente do corpo. Descobre e decifra o enigma de sua vida. Como se a própria mulher voltasse no corpo da professora para restabelecer o equilíbrio e a ordem das coisas, amenizar erros e permitir a felicidade do filho. O mais belo gesto de amor é dar-lhe de presente o vestido de sua mulher...

domingo, 31 de agosto de 2014

A oeste do fim do mundo

"A oeste do fim do mundo",  o filme de Paulo Nascimento, tem muito a ver comigo. Como se eu tivesse vivido antes… Quem sabe memórias de infância, de um lugar parado no tempo, onde não acontece absolutamente nada. Passei por Uspallata para ir ao Chile, nada a ver, era diferente, o lugar mais frio que conheci. 
Quando inicia, parece o faroeste de Sérgio Leone, "Era uma vez no oeste". Os westerns irritavam e encantavam, pela música, pelo silêncio e pelos sons. Procurei ouvir o barulho do bater de asas da mais irritante das moscas, não tive certeza se ouvi. 
"A oeste do fim do mundo" é assim, prende o espectador, não pela palavra, mas pela imagem e pelos sons,  incomodam, são repetitivos, marcam a passagem do tempo do abandono. 
Com certeza o objetivo do diretor é mostrar a tensão e a solidão do lugar, através do ruído.Criança chorando - na vida e no cinema - é a mesma coisa, quem não fica tenso ouvindo todo o dia - no rádio ou na TV -  o choro do menino Bernardo, assassinado pelo pai e pela madastra? Ou o choro da criança em "Os Intocáveis"?
Você já pensou em algo mais irritante que o som de um telefone a romper um silêncio absoluto? Ou uma janela mal fechada que bate ao ritmo do vento?
A história mostra dois personagens derrotados que fogem de si mesmos, buscando refúgio no meio do nada, montanhas geladas, céu límpido e azul e uma estrada poeirenta. Não havia nenhum bicho no filme, nenhum gato ou cachorro para acompanhar o solitário Leon, veterano das Malvinas. 
Paulo Nascimento marca o tempo estendido, com Leon, comendo, colocando gasolina nos carros que param para abastecer, ou ainda atendendo o telefone sem falar...
Sabe-se que existe algum grande drama na vida do personagem, fala  pouco e nega-se a conversar com o filho no telefone. Atende, ouve a voz do menino e desliga.
A atriz brasileira  - faz o papel de uma brasileira, óbvio - é uma graça. Chama-se Ana, e também está com o pé na estrada em busca de si mesma. Intencional ou não, existe  uma citação a Jack Kerouac ou Easy Rider. A presença da moto, a ser consertada, diariamente, cada dia um pouquinho, poderia significar todo o tempo que o personagem necessita, para recuperar-se e voltar a relacionar-se com o filho, com a mãe e ser capaz de assumir um relacionamento com Ana.
"A oeste do fim do mundo" é emocionante, toca fundo no espectador. Não perca, acompanhe o processo de transformação e superação dos personagens. E concorde comigo, Ana é belíssima, até quando corta o cabelo de qualquer jeito.
Acho que vi sim um lugar tão solitário quanto esse quando era muito criança...


domingo, 10 de agosto de 2014

O Mercado de Notícias

Sendo  filme de Jorge Furtado, todo brasileiro ou estrangeiro deveria conferir. Depois de assistir à Ilha das Flores, O Homem que Copiava, Saneamento Básico e Meu Tio Matou um Cara, o espectador sabe que se trata de um diretor absolutamente genial. Desta vez, o tema é o jornalismo. Talvez interesse mais aos jornalistas, porém não custa nada aprender um pouco com o diretor.
Fui ao cinema às 14,00 h. Sala vazia, mas como? De repente, entra o pai do Thiago Prade, o jovem ator do filme, o crespo. Fiquei sabendo porque ele falava muito alto! Na saída, lhe dei os parabéns, me emocionei imaginando que entre os presentes que os pais receberam no dia de hoje, poucos foram tão bonitos quanto o de Thiago para seu pai.
O documentário alterna depoimentos de "estrelas" do jornalismo e a apresentação de uma peça de teatro "The Staple of news", de 1625. Ben Jonson , o autor é perspicaz ao mostrar como as notícias são criadas e manipuladas. Foi um dos autores mais cultos dos seiscentos, na Inglaterra. Enfim, a peça de teatro poderia ter sido criada quem sabe em 2014? porque não? 
Treze jornalistas participam do filme, todos conhecidos na mídia. Entre eles, Luis Nassyf, Mino Carta, José Roberto Toledo, Jânio de Freitas, Paulo Moreira Leite, Renata Lo Prete, Geneton Moraes Neto, Cristiana Lôbo, Bob Fernandes e outros.
O rosto de Mino Carta é de uma pessoa extremamente simpática, cativante. Faz-me lembrar alguém que conheci... uma fisionomia familiar. Mas como? Deve ser a famosa ilusão do já visto da minha professora de filosofia Dulce da Fonte Abreu, no Colégio Nossa Senhora do Horto, em Dom Pedrito. 
Entre tantos depoimentos, os jornalistas frisam: exercer o jornalismo não exclui uma  expectativa política e interesses econômicos. Não existe o jornalista neutro e é ingenuidade pensar que jornais seriam vendidos devido à honestidade e capacidade destes profissionais. Eles são menores frente à publicidade.  Quem vende - dizem os entrevistados - é a publicidade. É mais ou menos o que acontece no ensino privado, os alunos são clientes.
E os jornalistas reforçam: todo mundo mente! Cada jornalista deve saber que suas "fontes" não devem se transformar em pessoas amigas. Não são seus amigos!
Quando Cristiana Lôbo fez o seu depoimento, fiquei surpresa. Com certeza, tão perto do poder, deve ter uma relação muito delicada com suas fontes. Lembrei o que aconteceu com a jornalista Miriam Leitão, que teve seu perfil, na Wikipédia, alterado por um computador do Palácio do Planalto.  Imagine que tema polêmico para figurar no filme de Furtado!
O mais divertido foram os episódios da bolinha de papel na testa do candidato Serra, que se transformou em "atentado" e o quadro de "Picasso", que passou a valorizar a sede do INSS. Acredite, pagaram pela famosa obra de Picasso que está no museu Guggenheim! 
O ruim quando tem pouca gente no cinema é que na hora de rir, os outros não riem! Não aguentei, ri muito da falta de cultura dos coitados jornalistas que acreditaram ser um verdadeiro Picasso! Por  uma destas é que penso, para ser jornalista é preciso ter muita, muita cultura geral ou pelo menos procurar se informar quando não sabe, como sugeriu o jornalista do documentário. 
Não perca, descanse antes de assistir este filme. Você necessitará de toda atenção!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Planeta dos Macacos: O Confronto

La planète de Singes é um romance de ficção científica, publicado em 1963 pelo escritor francês Pierre Boulle. O Planeta dos Macacos: o Confronto é a sequência de Planeta dos  Macacos, a Origem. Dez anos depois, em 2016, a terra é devastada pela febre símia, em virtude de experimentos contra o Alzheimer. Vacinas teriam sido testadas em macacos,  que tornaram-se violentos, fugindo do cativeiro. O vírus ALZ-113 espalhou-se pela face da terra e os símios refugiaram-se na floresta de Muir Woods.
Surge uma sociedade de macacos, liderados pela força interior e o magnetismo de Caesar.  Como o próprio nome indica, Caesar significa estar investido de força e poder, remete ao título que os onze primeiros imperadores romanos receberam.  
Matt Reeves, o diretor,  talvez não tenha pensado, porém  considerando  que cada   obra se separa do autor para livre interpretação, ouso dizer que o mais interessante  em seu filme é o olhar de Caesar. Não por acaso, o filme começa e termina no olhar do personagem.
Serkis, o intérprete de Caesar, é famoso por entrar na ''performance capture'', onde inúmeros sensores são espalhados por seu corpo, registrando  seus movimentos e por que não, suas  emoções? Talvez o olhar penetrante não seja o de Andy Serkis, mas tem muito dele. 
O personagem, inspirado no chimpanzé Oliver, tem uma história emocionante. O primeiro viveu nos anos 70, bípede,  só queria conviver com seres humanos.
O nosso Caesar é igual, foi criado como filho por Will Rodman (James Franco, adoro James Franco!) e aprendeu a linguagem de sinais. Foi trancafiado com outros símios por ter atacado um vizinho, tentando defender o pai de Will. Este é o início do drama no primeiro filme.
Agora, o que sobrou da humanidade é um grupo de pessoas resistente ao vírus, mas que precisa recuperar coisas básicas da civilização, como o abastecimento de eletricidade.
Dreyfus (Gary Oldman) lidera o grupo, é um humano insensível que vê em Caesar apenas um animal.  Malcolm (Jason Clarke )  e Ellie (Keri Russell) são diferentes, conseguem entender que o grupo de Caesar é muito mais que isso. Dotados de inteligência superior, são mais que simples animais.
Após a descoberta dos macacos, o confronto se enrola em torno da busca pela usina hidrelétrica que precisa ser restaurada para fornecer eletricidade. 
O caráter de Caesar se expressa em seus desejos e preocupações: "Home, family and future". Aliás o tema e as três palavras, são quase uma chave para a felicidade, quem conquistá-los terá capturado a Fortuna. Vocês lembram-se do ET, de Spielberg? Ele chorava, apontava para o espaço infinito e pronunciava "home"!  
Como não poderia deixar de ser, o filme possui as suas cenas emocionantes, que envolvem "mother, father, family", preste atenção:
Uma delas mostra a integridade e amizade selada entre o homem e o macaco. A figura de Caesar, como líder é valorizada. Filmado de baixo para cima, significa a dignidade e o poder. E  o olhar! Ha, a melodia do olhar é a mesma dos filmes de antigamente, de John Ford, quem sabe? Alguém notou que o olhar de Caesar é o mesmo dos mocinhos de bang- bang? Como o olhar de Gregory Peck, do homem honesto, sábio e acima de qualquer suspeitas? Caesar aperta a mão de Malcolm afirmando o compromisso entre os dois para salvar a humanidade. O movimento das mãos, dos braços e da cabeça, quando volta-se para trás valoriza a sua figura.
Outra cena cativante é o momento em que o macaquinho, filho caçula de Caesar salta para o colo de Ellie. De rasgar o coração, é a outra cena em que Caesar descobre a filmadora e, em uma homenagem ao cinema, vemos  a cena de Will ensinando Caesar a linguagem de sinais.
Finalmente, a cena clássica do cinema, quando o mocinho ou o bandido ficam pendurados no abismo. Desta vez, Caesar compreende, que de nada valeu seu mandamento de que "Macaco não Mata Macaco", como verdadeiro juiz, não poupa Koba de seu destino final. 
O próprio líder reconhece seus erros e afirma que somos responsáveis por nossas escolhas! E me digam, se este filme não é lindo?  E tem tudo a ver conosco e com nossa civilização! 
Cuidem, os olhares de Malcolm e Caesar disputam, celebram e cantam a verdadeira melodia do olhar, até a cor dos olhos é semelhante. Mas força, tenacidade e liderança verdadeiros, encontramos na primeira e na última cena: os dois enormes olhos esverdeados de Caesar.




terça-feira, 29 de julho de 2014

Una Pistola en Cada Mano

"Una Pistola en cada Mano" relata cinco episódios de histórias masculinas. Eles se encontram, conversam e falam de tudo aquilo que mais atrai a curiosidade feminina. Mas aí é que está, não revelam tudo, se olham, se medem, fazem perguntas - um para o outro - de quem não suporta mais a curiosidade. Tentam esconder limites, fraquezas e carências. No primeiro, dois homens se encontram, se reconhecem e se abraçam. Um deles, emocionado, chora, mas porque chora?
As mulheres são firmes, bem resolvidas, como a ex do segundo episódio, que ouve o ex-marido, como alguém a quem se está fazendo um grande favor. Ele por sua vez, representa o papel do coitadinho. Não sabendo o que fazer da vida, quando tudo dá errado, tenta voltar. Coloca-se à disposição, nem que seja para lembra-la da hora do remédio. 
O diretor espanhol não cria grandes expectativas, de falas dramáticas e contundentes. Tudo flui naturalmente.
Ricardo Darin, como o marido traído, está muito bom, representa "o cornudo", como o próprio se intitula! É tão convincente que parece que estamos conversando com ele. Sentado num banco de praça, olha para a janela do prédio onde sua mulher se encontra com o amante. Patético. Mais ainda quando afirma que vai telefonar para ele, quer esclarecer as razões pelas quais ela não deve abandoná-lo: por consideração! Mais simplório, só a Vanda de Abismo de Um Sonho!
Como as coisas sempre podem piorar, percebe tardiamente, aquele homem na sua frente, que conversa com ele e corre com o cachorro Ako, é quem vai atender ao celular!
Os quiprocós se sucedem. O diretor não tem pena dos pobres homens, como aquele que ganha carona da mulher dele, que conta tudo de seu desempenho sexual! Deus! O que os dois poderão fazer quando se encontrarem?

Grande Hotel Budapeste

Grande Hotel Budapeste é um belo filme, diferente de tudo o que tenho visto nos últimos tempos.  É necessário ficar atento à três coisas:
Primeiro, à história do mordomo e de seu Concierge. Segundo à técnica e à forma inusitada com que o diretor realiza a sua filmagem. Terceiro, tente reconhecer todos os atores, a lista  é enorme.
O que fica na memória é a foto de cartão postal do Grande Hotel Budapeste. A história se passa na República de Zubrowka, embora as filmagens tenham se passado na Alemanha.
O autor (Tony Wilkinson) conta a história do Mordomo e de seu Concierge, o Zero Moustafa, interpretados por Ralph Fiennes e Tony Revolori.
De início, o espectador  é surpreendido pelo décor do Grande hotel. Tudo lembra um livro de contos de fadas, com cores em tons pastel. Wes Anderson, elabora seu filme, nos permitindo uma descoberta dentro da outra. Assim, quando o Mordomo chama o seu subalterno para saber se Zero foi selecionado corretamente. O homem surge, no centro da fachada cor de rosa, e nos permite entrar no hotel - através da janela -, onde os ambientes se descortinam, um atrás do outro.
Tudo acontece como se fosse uma história escrita, na qual cada frase tem início com uma composição simétrica, com o ponto de interesse em primeiro plano e os pontos de fuga  sumindo no horizonte. A câmera parada permite cenas que são verdadeiras obras de arte. Difícil seria enumerar cada uma delas. Toda vez que entram no elevador, por exemplo, o fundo é vermelho, e os personagens posam para a câmera, como o fariam para uma foto antiga!
O Mordomo é descrito como alguém cujo tempo já tinha se perdido, mas que conseguiu aproveitar esse tempo que não era seu, com o máximo de charme. Ele era fútil, vaidoso, superficial, educado, embora pronunciasse muitos palavrões, enfim era alguém que dedicava sua vida inteira ao Grande Hotel Budapeste.
A forma como os personagens se movimentam dentro do filme é genial. Como bonequinhos de brincadeira, os serviçais, servem à mesa, caminham rápido, em fila, correm. Nas  cenas de movimento, os bonequinho correm, passam no sentido horizontal de um lado para outro na tela. Tudo é muito divertido. Quando carregam a escada para auxiliar o Mordomo a fugir da prisão, esta passa na horizontal dividindo o quadro em duas partes. Na cena seguinte, a escada é colocada no sentido vertical e assim por diante, todas as cenas parecem ensaiadas como se fossem mil e uma cenas de uma peça de teatro.
A relação entre o Mordomo e seu Concierge, à parte a relação entre chefe e subalterno, transforma-se em amizade e companheirismo.
 Quando o autor começa a contar sua história, divaga, falando sobre o escritor, afirmando que o verdadeiro contador de histórias, sempre terá uma nova para contar se souber observar e ouvir com atenção as pessoas. Mais um detalhe interessante, da mesma forma que o narrador de Ettore Sccola, o autor participa do filme, quando começa a contar a história do Grande Hotel, em 1932. Agora o jovem autor é Jude Law.
Enfim entre as peripécias do Mordomo, está a de atender as mulheres que se hospedam no hotel com a maior dedicação. Muitas senhoras idosas não dispensam seus serviços, literalmente, de cama e mesa. Entre elas,  está Madame Céline Villeneuve - a Madame D"- Desgoffe und Taxis.
O mau pressentimento de Madame se concretizou, morreu. Não sem antes nomear o Mordomo como proprietário da famosa obra de arte O menino com a Maça. E o enredo vai se amarrando quando finalmente surge um segundo testamento, que altera o primeiro, caso Madame fosse vítima de homicídio!
E por aí vai esta adorável história do Hotel Budapeste, e não esqueça, preste atenção no vilão Jopling ( William Defoe), com presas horríveis e um mau caráter, tão mau que compará-lo a um cachorro buldogue seria uma ofensa ao pobre animal!
Finalmente, como não poderia deixar de ser, o Mordomo tem seu grande momento de heroísmo e glória, defendo causas justas numa guerra suja! Não perca, assista uma, duas ou quem sabe três vezes, você vai se surpreender com as descobertas!